sábado, 30 de maio de 2009

SÍNDROME DE DOWN E PROCESSOS DE APRENDIZAGEM

ANÁLISE DO FILME O OITAVO DIA
Título Original: Le Huitième Jour
Gênero: Drama
Tempo de Duração: 118 minutos
Ano de Lançamento (França / Bélgica / Inglaterra): 1996
Estúdio: Le Studio Canal+ / D.A. Films / Euroimages / Pan Européenne Production / TF1 Films Productions / Centre National de la Cinématographie / Homemade Films / Center for Film and Audiovisual Arts of the French Community of Belgium / PolyGram Filmed Entertainment / RTL-TVi / Working Title Films.
O filme enfoca o encontro de Harry e Georges. Harry seria nessa amostra a pessoa “normal”, leva a vida enfrentando os problemas comuns às grandes cidades, tem problemas familiares, é separado e tem grandes problemas de relacionamento. Isso contribui para a alta carga de estresse contribuindo para que ele leve uma vida um pouco conturbada.
Em um certo dia, ao esquecer de buscar seus filhos em uma estação de trem, Harry sai dirigindo sem rumo pelas estradas, quando encontra Georges, depois de quase o ter atropelado. Georges é um jovem com Síndrome de Down e tem uma forma muito peculiar de ver o mundo: entre fantasias e as barreiras que o seu problema pessoal constrói ao longo de sua vida.
Vemos através de Georges uma difícil busca de adaptação ao mundo, constantemente ele esbarra na rejeição social e da própria irmã, isso em decorrência da Síndrome de Down de que é portador. Diante disso tudo, Georges busca conforto nos palavras de sua mãe, que já faleceu há quatro anos: “Georges você foi um presente, a melhor coisa que aconteceu em minha vida”... Assim, Georges leva a vida entre fantasia e realidade que se confundem ao longo do filme.
A vida de Harry muda após o encontro com Georges, esse busca sem sucesso levar o jovem Georges para sua casa, os dois constroem uma bela amizade e Harry passa a levar uma vida mais solta, cometendo alguns desatinos, ao meu modo de ver, saudáveis para ele mesmo.
Georges é um personagem com Síndrome de Down, algo bem construído que aborda a temática de forma construtiva: Georges demonstra que já assimilou bastantes coisas da vida, nos faz pensar sobre o desenvolvimento de um processo de ensino e aprendizagem com crianças portadoras de Síndrome de Down. O processo pode ocorrer de forma mais lenta, mas é perfeitamente possível, projetos podem ser construídos e objetivos podem ser alcançados. O filme nos passa a mensagem da inclusão que pode ocorrer em diversos setores sociais, nos ajuda a desconstruír as imagens preconceituosas que ainda existem em nossa sociedade.
O final do filme, entretanto, depara Georges com a dura realidade, viver com Síndrome de Down não é fácil, ele se conscientiza que é diferente, que seria um peso na vida de Harry e voluntariamente vai de encontro à morte, isto é, em busca de sua mãe...

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